07/04/2015

Cobertura de Eventos

Festival de Emoções

Vocais e instrumentais emocionaram o público e o pianista David Cohen 

Texto e Fotos: Potira Souto 
Tradução: Leandro Franz 

Entre os dias 7 e 11 de janeiro, o público pôde saborear delícias da culinária italiana, degustar mais de 100 rótulos de vinhos nacionais e importados, ouvir mais de 30 apresentações, além de passear pela bela paisagem do Rio Vermelho, em Florianópolis, que abrigou o grande palco do primeiro Festival Internacional de Vinho e Jazz.
Assista aos Vídeos:


 

O festival foi montado em meio à área verde, cabanas, piscina, ambientes climatizados e decorados. Compondo um cenário simples e encantador para receber os amantes da natureza, apreciadores da gastronomia e da boa música, nas dependências da Pousada Oceanomare e Restaurante Mediterrâneo.
“Nós gostamos de jazz e de tomar um vinho, conversar, escutar. E trouxemos isso para o local”, disse Andreas Socio, organizador do festival. Sobre as atrações do evento, Andreas destacou David Bennett Cohen: “Além de ser um músico excelente, é uma pessoa excelente pela sua simplicidade”. Super aplaudida, a apresentação de Cohen foi não só arrepiante para o público, mas para o próprio músico. "Não esperava a reação do público, foi incrível essa audiência" disse David.
Além da estrada e da amizade com grandes nomes com Jimmy Hendrix e Jannis Joplin, os quais considera especiais, o pianista David inspira e respira música, há mais de 30 anos. Residente de New York, primeira vez no Brasil e em Florianópolis, se disse encantado pelo clima (quente e úmido) e pelas pessoas. "Isso é swampy! É uma experiência fenomenal" observa.
Budista, trás em sua arte uma essência repleta de peculiaridades e influências. O que faz vibrar são gêneros do blues como boogie-woogie, swamp blues e, claro, o rhythm and blues, além do soul, e nomes como Thomas Pam, Hendrix, Jeremy Jack, Joe Johnson e James Morrison.
Sobre o blues contemporâneo, Cohen observa que "a tecnologia não muda a música, pois o blues vem do coração". A música conceitual de Cohen tem como objetivo transformar “o veneno em remédio, a energia negativa em positiva, o sentimento triste em algo melhor. O blues é alegre, é fabuloso e faz isso... toca alma".
"Absolutamente ótimo! Eu amo ele. É uma legenda. Obrigada pelo previlégio", agredeceu a fã Regina Bortollo, que assistiu o festival da primeira à última apresentação com um grupo de amigos e encontrou Cohen durante a nossa entrevista. Emocionada, ela agradece: "Thank you Cohen!".
Para o australiano Dylan Probert Brisbane, 25 anos, que veio com a namorada catarinense, Kênia Shmitt, 26, o festival foi bela oportunidade para apreciar boa música. “Gostei muito do Festival no Rio Vermelho” disse. “Viemos porque gostamos de eventos culturais. Deveria ter mais isso em Floripa. Bom estarem diversificando as atrações aqui na Ilha. Gosto muito de vinho também” contou Kênia.
Com bom gosto e ouvido musical, o casal observou o instrumental. “Gosto mais de MPB do que Jazz. Sentimos falta de mais saxofone, trompete. Foi muito mais vocal do que instrumental, pessoalmente” disse a catarinense.
Neste momento, o jazz contemporâneo da Le 7eme Gnome, estava ao palco com a musicista francesa, Sibylle Jounot e o multiinstrumentist chileno, Ismael Galvez. Uma pianista, bem humorada, que se utiliza do improviso, da expressão corporal e vocal para interpretar suas músicas junto a um trompetista, guitarrista, percussionista, compositor e arranjador, criativo e curioso. "Era isso que eu gostaria de ouvir" disse o australiano. 

Imagens:
Festival Internacional do Vinho e Jazz
Rio Vermelho - Florianópolis/SC.
Janeiro, 2015. 

Texto e Fotos publicadas na fanpage Festival Internacional do Vinho e do Jazz.